Quinta-feira, Agosto 20, 2009

De volta... ou mais menos isso

Então, depois de um longo e tenebroso inverno (e primavera, verão, outono...) estou de volta ao No cabide. Confesso que essa profusão de blogs, redes sociais e afins tem me deixado meio confusa. Como usar? O que fazer? Como arrumar tempo para escrever nessa penca de coisas. Valha-me, Deus. Nem com um dia de 48 horas.

Aproveitando que tenho andado superprática nesses últimos dias resolvi parar de teorizar um pouco e colocar a mão na massa. O No cabide será, digamos, o meu lado profissional. Aqui, além daquelas coisas que eu escrevia num tempo distante - moda e afins - vou falar também da minha produção acadêmica e dos novos assuntos que estou me interessando e trabalhando: beleza, boa forma e afins. Pra quem não sabe estou no Bolsa de Mulher e nos trocentos sites do grupo (Bem Leve, Estrela Guia, Bolsa de Bebê...).

Aliás, editando matérias de astrologia comecei a conhecer um pouco mais sobre esse "mundo" e descobrir , rá!, que estou em pleno retorno de Saturno, que ocorre dos 28 aos 30 anos. Talvez por estar nessa fase de, digamos, amadurecimento, virando gente grande, eu esteja sentindo necessidade de escrever sobre livros, coisas da vida etc, quase no melhor estilo meu querido diário. Para isso, criei o "A coisa sensata", inspirado no conto de F. Scott Fitzgerald (meu ídolo mor do mundo) . Ainda não escrevi nada (hehehe), mas o farei em breve.

Enfim, justificativas dadas, vamos que vamos!

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Senai lança portal de design


Ser referência nacional para inspiração, estudos e pesquisas de tendências nos setores mobiliário, de moda e calçados, couro e acessórios é o principal objetivo do novo portal do Senai, o Portal Senai Design, que reúne ações de 17 departamentos regionais da instituição.

Com a experiência de especialistas e o apoio de instituições internacionais, o portal foi lançado durante o Fashion Rio, semana de moda carioca, no último dia 12. Mais do que notícias já veiculadas na mídia, o portal se propõe a trazer referências sobre os mais diversos segmentos, como calçados, couro e artefatos; vestuário; e mobiliário.

Seu conteúdo está dividido em duas seções principais: local – com a inserção de artigos e matérias relacionadas à identidade brasileira, e global – com pesquisas e tendências mundiais.

Para constar, como mostra no indicador ali embaixo, este é um post patrocinado. Optei por fazer porque sou realmente acredito que informação é tudo para quem trabalha com moda. Ter referências nacionais e internacionais é um dos primeiros passos para um empresário/fabricante criar um produto/marca com identidade própria. O assunto realmente dá pano para manga (cheguei a falar um pouquinho disso no post que fiz sobre Nova Serrana/MG), e certamente vou voltar a ele um pouco à frente.

Sexta-feira, Março 28, 2008

Patente entra em pauta no mundo da moda


Saca a situação: um dia você está lá, de bobeira, e calha de ter uma grande idéia. Aí, resolve colocar sua idéia em prática. E isso exige esforço e dinheiro. Mas tudo vale a pena quando você, felizão, vê o produto final. No entanto, como já dizia a música, tristeza não tem fim, felicidade sim. É só virar na esquina e aquele mega magazine, sim, aquela, que vende tudo baratinho, oferece, aos montes, cópias quase fiéis do produto que você ralou tanto para criar. É para chorar de ódio, não? Pois é, isso é comum. Na moda, então, nem se fala. Os genéricos tomam conta do mercado.

Por isso, achei tão interessante matéria do Valor que fala que os estilistas estão registrando patentes e direitos autorais de criações contra pirataria. Certamente o movimento é resultado de nova realidade de mercado, em que mesmo os consumidores mais abastados pensam duas vezes antes de realizar uma compra de luxo.

Nos Estados Unidos, os estilistas estão se movimentando e passaram a pressionar o Congresso para ajudá-los a proteger seu trabalho, a tentar enganar os piratas por meio de roupas mais difíceis de copiar e, quando podem, a entrar com processos, como conta a matéria.

A única forma que os estilistas têm para poder levar os piratas e as cópias à Justiça é registrando patentes ou proteção por direitos autorais por aspectos de seu trabalho que podem ser legalmente considerados como arte.

A estilista Diane Von Furstenberg, cujos vestidos foram imitados por vários grandes varejistas, está entre as que começaram a registrar direitos autorais sobre padrões de tecidos. Em janeiro, ela processou a Target por copiar a estampa "sapo pintado". A Target, conhecida por modelos baratos e chiques, deixou de vender os vestidos.

No Brasil, também há movimento para estimular que os estilistas registrem suas criações. Segundo o Sebrae (serviço de apoio às pequenas e microempresas), mais do que uma proteção, registrar patente pode ser poderosa ferramenta de marketing. Segundo Renato Regazzi, gerente de Desenvolvimento Industrial do Sebrae/RJ, a patente na moda é importante para mostrar ao consumidor que a empresa é inovadora.
Segundo Ragazzi, que deu palestra no do seminário internacional "A Propriedade Intelectual e a Indústria da Moda", no Rio de Janeiro, são cada vez mais importantes as marcas coletivas que estão sendo desenvolvidas nos pólos de moda do Estado do Rio, agregando produtores locais. Um exemplo é a moda de Nova Friburgo (RJ). "A marca coletiva contribui para a redução dos custos individuais de posicionamento da marca. Isso está acontecendo no interior do País como um todo", disse, na ocasião. Assino em baixo!
A foto que ilustra o post foi tirada do blog Modos de Moda, e mostra os modelitos da Versace e seu genérico da Bebe.

Segunda-feira, Março 24, 2008

OEstudio


Boa pedida para amanhã é o seminário no Senac Rio que conta como é o processo criativo de OEstudio. O coletivo de estilistas nasceu na Fabrica-Benetton, na Itália, centro de pesquisa coordenado pelo publicitário Oliviero Toscani (sim, aquele das campanhas mega polêmicas) e é conhecido pelas diversidade. Também, em um grupo que tem de tudo um pouco não tinha como ser diferente. O coletivo é formado por oito sócios: Anne Gaul (estilista), Christine Castro (diretora financeira), Fabrício Costa (designer), Jackie de Botton (diretora executiva), Nina Gaul (designer), Nobuyuki Ogata (diretor de filme) e Peter Gaul (designer). Entre as criações do grupo estão, além de roupas, filmes, produtos para a web e música. É pouco ou quer mais? Para conhecer um pouquinho mais do trabalho da galera, o site deles (muito legal, com todos os últimos trabalhos do grupo) é o http://www.oestudio.com.br/. Vale a visita!
Ah, e mais mais informações sobre o evento no http://www.rj.senac.br/.
Atenção, galera, corrigindo uma informação: OEstudio tem agora sete sócios, e não mais oito. Quem saiu foi a Jackie de Botton, diretora executiva.

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

FW House, por que parou?


Sim, com um imeeenso atraso comento alguma coisa das semanas de moda brasileiras. Não, nem vou falar dos desfiles, tendências, roubo de brindes, coleções copiadas... Tem outros blogs fazendo (muito bem) esse papel. Uma das notícias que me deixou mais triste foi o cancelamento, ainda que temporário, do FW House, salão de negócios do São Paulo Fashion Week, criado há dois anos com o objetivo de aproximar estilistas de compradores de lojas multimarcas e magazines do Brasil e do exterior.

Segundo a organização da semana de moda paulistana, a justificativa é que o salão de negócios será reestruturado com o objetivo de ter mais abrangência. A previsão é de que o novo modelo do FW House seja divulgado em dois meses, o que, teoricamente, faz com que o evento esteja de volta na próxima edição da semana de moda.


O interessante é que, apesar da justificativa oficial, o que circulou nos bastidores (como mostrou a matéria da repórter Andrea Cordioli, no Jornal do Commercio/RJ) é que o FW House estava ofuscando os desfiles do SPFW o que teria levado, na última edição, à contratação de assessorias de imprensa distintas para os dois eventos (o que, na verdade, acontece aqui no Rio. As ascom do Fashion Rio e do Fashion Business normalmente são distintas).


A questão é que a contratação de assessorias distintas é o de menos. Na ocasião, os assessores do FW House reclamavam da falta de suporte do SPFW e alguns expositores do salão também se mostravam descontentes com a divisão entre eles e as grandes marcas.


Só alguns números: na última edição do FW House, as 57 marcas expositoras receberam público recorde: cerca de 3,5 mil lojistas, número recebido nas três edições anteriores somadas do salão de negócios. Só no local, essas marcas fecharam mais de R$ 20 milhões em vendas. Além disso, no último dia do evento, estilistas da Paraíba, que usam o algodão colorido desenvolvido na região, venderam até as peças expostas. Naquela semana da moda, em junho, os cerca de 2 mil showrooms espalhados pela cidade realizaram vendas de R$ 1,5 bilhão.

Bom, boatos à parte, os números mostram que o evento é rentável. Vamos torcer para ele voltar então!

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

Como fidelizar o consumidor em liquidações


Shopping Centers lotados, promoções nas vitrines e descontos expressivos. Esses são os principais ingredientes das liquidações que acontecem em todo o comércio, no final do ano.
Atraídos pelas ofertas típicas dessa época do ano, quando o comércio investe em descontos para liquidar o estoque e dar lugar às novas coleções, os consumidores vão às lojas em busca de boas oportunidades de compra. Com tantos apelos promocionais, os varejistas podem aproveitar essas épocas do ano para ampliar o número de clientes, elevar o volume de vendas e fidelizar consumidores. Essa é a opinião do especialista em vendas, Dominic de Souza, autor do livro "Como vender seu produto ou serviço como algo concreto" (Editora STS), que possui 17 anos de experiência na área comercial.
Para o especialista, uma dica importante para esse período é refrescar a memória do consumidor e fazer com que ele relembre o que realmente significa uma liquidação. "Antes do Plano Real, vivíamos mergulhados em uma inflação alta e liquidação era algo distante. Promoção de varejista norte-americano, onde quem realmente liquidava estava precisando gerar fluxo de caixa ou promover o giro de mercadoria, que ficou no estoque. Com a estabilização da moeda, as liquidações no Brasil ganharam espaço e surgiram promoções conjuntas em vários estabelecimentos, estimulando uma temporada de compras, com descontos expressivos” diz Dominic.
Para os varejistas, as liquidações podem representar um momento significativo para incrementar vendas, por isso Dominic apresenta algumas sugestões para otimizar esse período:

- Lembre ao cliente que no preço normal, ele compraria apenas um item, porém nessa nova oportunidade, ele consegue levar mais. Assim, incentive-o a levar mais produtos;

- Monte pacotes de oferta, juntando os artigos que estão em liquidação e ofereça como um item especial, com preço diferenciado para aumentar o volume de vendas;

- Utilize o humor para despertar o interesse, com promoções casadas, como "leve 2 e pague 1". Pode ser uma forma de garantir maior credibilidade à ação;

- Incentive o cliente a aproveitar a liquidação para comprar o mesmo item para presentear outras pessoas ou levar várias opções da peça para consumo próprio;

- Lembre-o que a liquidação pode ser a oportunidade de antecipar as compras de datas comemorativas como, por exemplo, algum aniversário.

“Além disso, é bom preparar os estabelecimentos comerciais para essa temporada de compras motivando seus colaboradores a investirem em um atendimento diferenciado, expondo os produtos de maneira agradável, incentivando os clientes a permanecer o maior tempo na loja para obter sucesso nas vendas”, ressalta Dominic.

(Esse release que recebi realmente é muito útil para o lojista que quer aproveitar o máximo essa época de liquidações. Apesas faço uma ressalva, antes de mais nada, é preciso adequar o posicionamento da loja em liquidações ao perfil do consumidor que se quer atingir)

Osklen + The Police


Andy Summers, guitarrista do Police, mostrou que a volta à ativa realmente deu uma abastecida no cofrinho. O moço gastou nada menos, nada mais do que R$ 10 mil na Osklen de Ipanema depois do show de sábado (que foi ótimo, aliás!). E a compra não rendeu frutos apenas para a conta de Oskar Metsavaht não, mas também para a moda brasileira. Summers saiu da loja prometendo usar as camisetas da grife em shows na Oceania, próximo destino da banda. E, segundo informações do jornal O Globo, a Osklen realmente continua bombando entre os gringos. Acabou de abrir em Tóquio sua 9a filial no exterior e foi citada como case de sucesso no setor de luxo em responsabilidade socioambiental no relatório Deeper Luxury, da WWF-UK.

Que Chanel que nada


Em parceria com a estilista Isabela Capeto (ô moça chegada a parcerias!), a tradicional Phebo chegou à Quinta Avenida, em Nova York, com sua linha de velas e perfumes. Em uma semana, a linha vendeu mais que Yves Saint Laurent e Chanel. E, legal, o bom desempenho fez com que Henri Bendel fechasse contrato de exclusividade de seis meses.

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

Consórcio de moda


Alguém lembra do filme Quatro Amigas e um Jeans Viajante? Humm, provavelmente não. Confesso, tenho uma (grande) queda por filmes adolescentes e afins. Mas enfim, a história do filme é basicamente sobre quatro amigas de infância que, pela primeira vez, vão passar as férias separadas. Cada uma tem um programa diferente e a maneira encontrada para se manterem em contato é uma calça jeans mágica, que incrivelmente serve para todas as garotas, mesmo com as diferenças nos tipos físicos. As meninas combinam que a peça ficará com uma delas por uma semana e deverá ser enviada para a outra amiga depois deste tempo, acompanhada de uma carta.
Na verdade, lembrei da história do filme quando li o post do Luiz Alberto Marinho no Blue Bus falando de um dos mais recentes modismos aqui no Rio, que é a compra compartilhada de roupas. Funciona mais ou menos assim: algumas amigas que vestem mais ou menos o mesmo tamanho se juntam para compras roupas. Cada uma contribui com, em média, R$ 200 e as peças compradas passam a pertencer ao consórcio das amigas, que usam as roupas em sistema de rodízio, igual acontecia com a tal calça do filme.
Só que, diferentemente do que acontecia na história que foi para as telonas, em que a calça funcionava como um elo de ligação entre as amigas, no caso do consórcio o objetivo é outro. O Marinho comenta, e eu concordo, é que a solução criativa encontrada pelas minhas conterrâneas ilustra a necessidade cada vez mais voraz de consumo. Foi-se o tempo em que o guarda-roupa era renovado apenas no lançamento das coleções de inverno e verão. A cada semana as lojas recebem novidades e mais novidades e haja bolso para acompanhar o ritmo!
Não há como discordar que a solução é criativa, mas acho que ainda sou do tempo em que as roupas tinham um valor sentimental, sabe?